Olá, amores!
Passando bem rapidinho para responder os comentários e deixar uma música que tenho escutado muito nos últimos dias.
Saiba
Arnaldo Antunes
Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Sadam Hussein
Quem tem grana e quem não tem
Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
e também você e eu
Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar
Saiba: todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano
Saiba: todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao Tsé Moisés Ramsés Pelé
Ghandi, Mike Tyson, Salomé
Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochete também eu e você
Beijos!
Luana H.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
Ausência minha.
''Tenho saudade de mim mesmo, saudade sob aparência de remorso, de tanto que não fui, a sós, a esmo,e de minha alta ausência em meu redor.''
Carlos Drummond de Andrade
Sei que já escrevi isso muitas vezes, mas a saudade de mim mesma vem se tornando cada vez maior.
Saudade dos meus dias comigo.
Ás vezes me pego com vontade de olhar todas as minhas fotos... Não para lembrar daquelas imagens, elas não me saem da memória, mas para olhar e lembrar de como e quem eu era.
Preciso voltar aos lugares que eu frequentava, pois eu ainda estou lá. Seguramente, eu ainda estou.
Preciso reler as cartas que eu escrevi... Preciso reler os livros que me conquistaram... Preciso rever as pessoas que me cativaram.
Não, não pense que quero viver do passado! Longe de mim! Só desejo lembrar de mim e resgatar o que havia de melhor.
Só.
Luana H.
P.S.: Ontem o Contos e Confissões completou um ano! Muito obrigada pela presença, paciência, carinho e amizade de todos vocês!
Carlos Drummond de Andrade
Sei que já escrevi isso muitas vezes, mas a saudade de mim mesma vem se tornando cada vez maior.
Saudade dos meus dias comigo.
Ás vezes me pego com vontade de olhar todas as minhas fotos... Não para lembrar daquelas imagens, elas não me saem da memória, mas para olhar e lembrar de como e quem eu era.
Preciso voltar aos lugares que eu frequentava, pois eu ainda estou lá. Seguramente, eu ainda estou.
Preciso reler as cartas que eu escrevi... Preciso reler os livros que me conquistaram... Preciso rever as pessoas que me cativaram.
Não, não pense que quero viver do passado! Longe de mim! Só desejo lembrar de mim e resgatar o que havia de melhor.
Só.
Luana H.
P.S.: Ontem o Contos e Confissões completou um ano! Muito obrigada pela presença, paciência, carinho e amizade de todos vocês!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Eu preciso envelhecer!
35 anos para ser feliz
Martha Medeiros
Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.
A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.
Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.
Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.
Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.
Martha Medeiros
Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.
A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.
Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.
Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.
Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Onde há gente (de verdade) nesse mundo?
''Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?''
Álvaro de Campos
Digam-me! Onde há gente nesse mundo?
Estou cansada de pessoas boas em tudo. Gente que não erra, não tem espinha, não tem mau hálito quando acorda ou que o cabelo nunca está ruim.
Quero gente que chora! Chora com sinceridade... Sofre com intensidade.
Gente que sorri para uma criança, para um idoso, para um homem, para uma mulher... Gente que sorri!
Meu Deus, por que é tão difícil falar sobre fraquezas?
Eu, sinceramente, me sinto melhor quando falo sobre as minhas. Sinto que isso me aproxima mais das pessoas do que as minhas vitórias.
Estou farta dos super-heróis que me rodeiam. Super-heróis que se esquecem que possuem a maior fraqueza de todas... Ignoram a maravilhosa oportunidade de ser humano.
Luana H.
Onde é que há gente no mundo?''
Álvaro de Campos
Digam-me! Onde há gente nesse mundo?
Estou cansada de pessoas boas em tudo. Gente que não erra, não tem espinha, não tem mau hálito quando acorda ou que o cabelo nunca está ruim.
Quero gente que chora! Chora com sinceridade... Sofre com intensidade.
Gente que sorri para uma criança, para um idoso, para um homem, para uma mulher... Gente que sorri!
Meu Deus, por que é tão difícil falar sobre fraquezas?
Eu, sinceramente, me sinto melhor quando falo sobre as minhas. Sinto que isso me aproxima mais das pessoas do que as minhas vitórias.
Estou farta dos super-heróis que me rodeiam. Super-heróis que se esquecem que possuem a maior fraqueza de todas... Ignoram a maravilhosa oportunidade de ser humano.
Luana H.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Sobra tanta falta.
''Separô pra ouvir meu protesto, meu gesto que incerto,talvez não faria
Separô o silêncio da dor me trazendo alegria...''
(O Teatro Mágico)
Essa história de vestibular me deixa muito estressada! E carente. Muito carente.
Não carente de beijo na boca, mas carente de atenção e colo!
Tenho me sentido uma criança. Cheia de medos, desejos simples e com uma necessidade absurda de amigos.
Sim! Amigos...
Já contei aqui que me afastei muito deles. Alguns devido à distância, outros devido à, digamos assim, incompatibilidade de pensamentos.
Não...não é solidão. Nem tristeza. É um outro sentimento.
Uma falta profunda daquelas vozes, da amizade de calçada, de final de tarde... Do passeio pelo bairro, do cheiro de bala... Do amor platônico e dos planos infalíveis de conquista aos 12 anos.
Parece saudade. A saudade mais pura e mais ácida que eu já imaginei sentir.
Saudade das horas ao telefone com uma melhor amiga. Hoje só uso o telefone para recados rápidos. E ela não é mais minha melhor amiga.
Saudade dos livros do Pedro Bandeira.
Saudade dos bilhetinhos, cartinhas e desenhos feitos nas últimas páginas dos cadernos.
Simplesmente saudade.
Luana H.
Separô o silêncio da dor me trazendo alegria...''
(O Teatro Mágico)
Essa história de vestibular me deixa muito estressada! E carente. Muito carente.
Não carente de beijo na boca, mas carente de atenção e colo!
Tenho me sentido uma criança. Cheia de medos, desejos simples e com uma necessidade absurda de amigos.
Sim! Amigos...
Já contei aqui que me afastei muito deles. Alguns devido à distância, outros devido à, digamos assim, incompatibilidade de pensamentos.
Não...não é solidão. Nem tristeza. É um outro sentimento.
Uma falta profunda daquelas vozes, da amizade de calçada, de final de tarde... Do passeio pelo bairro, do cheiro de bala... Do amor platônico e dos planos infalíveis de conquista aos 12 anos.
Parece saudade. A saudade mais pura e mais ácida que eu já imaginei sentir.
Saudade das horas ao telefone com uma melhor amiga. Hoje só uso o telefone para recados rápidos. E ela não é mais minha melhor amiga.
Saudade dos livros do Pedro Bandeira.
Saudade dos bilhetinhos, cartinhas e desenhos feitos nas últimas páginas dos cadernos.
Simplesmente saudade.
Luana H.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Respirando...
''Vem me levar
Para um lugar
Longe daqui
Livre para navegar
No espaço sideral
Porque sei que sou
Semelhante de você
Diferente de você
Passageiro de você
À espera de você''
Arnaldo Antunes
Saudades daqui, meus amores.
Tenho andado bem ocupada e bem cansada. Porém, aposto todo o meu cansaço que os resultados serão bons.
Torçam e rezem por mim, queridos.
Beijões.
Para um lugar
Longe daqui
Livre para navegar
No espaço sideral
Porque sei que sou
Semelhante de você
Diferente de você
Passageiro de você
À espera de você''
Arnaldo Antunes
Saudades daqui, meus amores.
Tenho andado bem ocupada e bem cansada. Porém, aposto todo o meu cansaço que os resultados serão bons.
Torçam e rezem por mim, queridos.
Beijões.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
É (errada) a minha (errada?) história(?).
''Mas cada um tem sua história.
Eu tô aqui para aprender, não para julgar.
Quem pode me julgar? Quem?''
Charlie Brown Jr.
Andei errando nesse tempo em que não escrevi.
Eu, que errôneamente me julgava certa, errei muito.
E aprendi de verdade com isso. Não, não aprendi a não cometer os mesmo erros. Não todos eles.
Mas aprendi principalmente a não julgar! Enquanto eu errar, não devo julgar ninguém.
Aceitei meu lado humano, que tentei ignorar por muito tempo. Eu, que ainda me achava a criança totalmente pura, decepcionei-me.
Doeu. Ah, como doeu perceber que já não guardo em mim a total inocência.
Uma bofetada. Um soco no estômago.
Agora o juiz vira o réu de si mesmo.
Porém, percebi também que a imaginada inocência sempre me levou ao julgamento alheio.
Libertei-me.
Por isso, digo com o peito e a mente aberta: Não quero mais a inocência que julga!
Luana H.
P.S.:
''Sou errada. Sou errante. Sempre na estrada, sempre distante. Vou errando enquanto o tempo me deixar.''
Paula Toller
Eu tô aqui para aprender, não para julgar.
Quem pode me julgar? Quem?''
Charlie Brown Jr.
Andei errando nesse tempo em que não escrevi.
Eu, que errôneamente me julgava certa, errei muito.
E aprendi de verdade com isso. Não, não aprendi a não cometer os mesmo erros. Não todos eles.
Mas aprendi principalmente a não julgar! Enquanto eu errar, não devo julgar ninguém.
Aceitei meu lado humano, que tentei ignorar por muito tempo. Eu, que ainda me achava a criança totalmente pura, decepcionei-me.
Doeu. Ah, como doeu perceber que já não guardo em mim a total inocência.
Uma bofetada. Um soco no estômago.
Agora o juiz vira o réu de si mesmo.
Porém, percebi também que a imaginada inocência sempre me levou ao julgamento alheio.
Libertei-me.
Por isso, digo com o peito e a mente aberta: Não quero mais a inocência que julga!
Luana H.
P.S.:
''Sou errada. Sou errante. Sempre na estrada, sempre distante. Vou errando enquanto o tempo me deixar.''
Paula Toller
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