''Seja do jeito que for
Eu te juro, meu amor, se quiser voltar,
Tá perdoado.''
Maria Rita
Dois ou três anos de espera. Mágoas, erros, lágrimas.
Uma declaração de amor e tudo parece esquecido. O coração é só festa. Até a primeira briga.
Todos os momentos ruins vêm à tona. Objetos e ressentimentos são jogados com veemência na cara do companheiro. E aí? O perdão realmente foi concedido?
O amor pelo qual se espera muito, expira com facilidade.
Não, não expira. Cansa.
Durante o tempo em que esperamos, criamos uma imagem, bem distante da realidade, da pessoa amada. E a amamos de todo o coração.
Por mais que se diga que perdoou, ficam vestígios. Vestígios da traição, da palavra dita sem pensar, da falta de atenção.
Como diria Drummond: De tudo fica um pouco.
Ou, como diria o grande Cazuza: Pra que mentir, fingir que perdoou?
Não acredito que um grande amor supera qualquer tipo de erro. Sinceramente, não acredito.
Quem não ama à si próprio não pode amar outra pessoa. É um clichê que ás vezes me pego repetindo como um mantra. Mas não é verdade?
Sei o quanto é difícil ''largar o osso''. Desistir daquela pessoa que parecia o amor da sua vida. Mas não era.
Citando Drummond mais um vez:
''O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.''
Hoje, felizmente, estou aprendendo que o que vem de repente merece confiança. Um amor, um amigo, uma oportunidade.
Ou vai ver essas coisas nem vieram tão de repente assim, eu só não tinha percebido.
Luana H.