terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vivemos um conto de fadas.

Pensando bem, todo mundo vive um conto de fadas alguma vez na vida.
Talvez o príncipe encantado não seja um cara lindo num cavalo branco ou uma linda moça esperando um beijo.
Ás vezes o príncipe é o fim das lágrimas por algo que já passou ou passar no vestibular, por exemplo.
O que quero dizer é que a ordem para se conquistar as coisas nunca muda.
Tomemos Branca de Neve como exemplo.
Após ganhar uma madrasta muito má que não só queria infernizá-la, mas também mata-la, encontrou finalmente o que parecia a sua salvação: Anões que faziam de tudo para verem feliz a pobre moça. Parecia perfeito para se esquecer da dor. Porém, como toda moça que sofre, Branca tinha o coração mole e achava que a maçã oferecida pela bruxa era inofensiva. E aí apareceu a chance perfeita para o sofrimento maior: A espera.
Sim, sabemos que a espera foi necessária para que o príncipe crescesse, amadurecesse e pudesse achar a princesa. Sabemos de tudo isso.
E a coitada da Branca de Neve? Ficou lá... Dormindo. Não morreu! Com certeza sonhou com alguma coisa! Aliás, deve ter sonhado com muitas coisas! E os pesadelos? Quem segurou a mão dela e disse que estava tudo bem? Ninguém! A coitadinha talvez tivesse pesadelos o tempo todo. Porém, o tempo passou e uma hora ela acordou! Devido ao beijo do príncipe?
Talvez, por mim, tudo só aconteceu devido à espera. Ela fez tudo valer a pena. Depois de tanto tempo dormindo não seria um príncipe de quinta que viria desperta-la.
Agora pense comigo... Poderia ter sido diferente. Ela poderia ter recusado a maçã ou nem mesmo ter encontrado a bruxa porque estava ocupada demais procurando pelo príncipe errado. Entretanto, não estava.
Ela poderia acordar e ficar revoltada por ter dormido tanto tempo e achar que estava velha e feia para achar alguém. Porém, ela acordou com o príncipe ali, apaixonado, fiel e devotado bem na frente dela. O tempo trouxe isso.
E mais uma vez eu estou aprendendo a ter calma. Mesmo que a maçã ainda esteja ali me sufocando, eu espero.


Luana H.


P.S.: Estou esperando histórias, amores!

sábado, 1 de agosto de 2009

Eu acredito no amor!


''Amanhã, quando acordar, pense se hoje valeu a pena e APAIXONE-SE. Porque em 24 horas você vai entrar no dia mais importante da sua vida: o dia seguinte. ''
Apaixone-se pelo dia seguinte e pela oportunidade de fazer diferente.
Não acreditava muito nisso mas terminar um namoro me fez ver que realmente funciona.
Chorar e achar que o mundo acabou faz parte...Mas se acabou, no meu caso, era porque não funcionava mais.
Se não está bom tem que mudar. É fato!
Eu não nasci para a tristeza e para a infelicidade. Meus olhos precisam do brilho da novidade, da vontade da vida... Eu quero beber a vida em goles grandes!
E o amor faz parte disso. O amor, a paixão, a ilusão e tudo mais que vier.
Não quero a redoma de vidro! Quero o a chuva, o sereno, o orvalho, o granizo e principalmente o sol.
Por isso, lanço um desafio. Quero histórias de amor!
Hoje, dia 1º de agosto, o Sina Nossa faz 1 ano e para comemorar vou presentear, no final do mês, alguém com A Aprendizagem ou O Livros dos Prazeres, de Clarice Lispector.
Conte uma história de amor intensa e real. A história mais emocionante leva o livro.
Envie a história para luana.ribeiro4@gmail.com.br e cole o selo no seu blog!
Anuncie aos ventos que o amor ainda dá certo!
Luana H.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

De volta!

Olá, amores!

Passei uns dias sem net e por isso demorei para responder os comentários.
Muuuito obrigada pelos comentários, amores! De coração!

E aproveitando que hoje é dia do amigo, vou postar um selinho que a Roberta, do Quem Vai Dizer Tchau? me dedicou.
Moça muito querida, nos falamos há pouco mais de um ano.
Está por aqui desde que comecei o Contos e o Sina Nossa.
Muito obrigada pela presença e amizade, flor!


Feliz dia do amigo para todos vocês!

Beijão!

P.S.: Visitem meu segundo filho: Sina Nossa.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A complicada arte de ver

A complicada arte de ver
Rubem Alves

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto.
"Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Eu odeio essa parte.

''O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
O que me dá raiva são as flores e os dias de Sol
São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?''
Leoni

50 receitas, do Leoni, poderia resumir esse post.
Não costumo contar assim, tão abertamente, minhas tristezas aqui no blog, mas preciso escrever para não enlouquecer com isso.
Não consigo pensar no que eu devo me perguntar ou perguntar pra sei lá quem.
Uma noite pouco e mal dormida. Um sonho estranho e uma sensação ruim que não sai do meu pensamento.
Sei que vai passar e isso ás vezes dói. Parece loucura, eu sei!
Pensar que ele vai viver com outra pessoa a nossa história me dilacera. A história que tinhamos sonhado pra nós. Parece meio infantil e piegas, mas é o que me enlouquece no momento.
Nunca esteve tudo bem. É óbvio que não.
Mas agora eu faço o quê com as lembranças? Se eu sei que logo vou ter que assistir o meu papel sendo encenado por outra atriz...
Sei que não sou a primeira nem a última que passa por isso. E que não é a primeira nem a última vez que eu passo por isso.
Um gosto amargo na boca que só pode me inspirar uma continuação pro Sina Nossa. Não resolve o meu problema. Se é que existe problema.
E a vida continua, né?

''Mas como eu começo depois do fim
O som da porta batendo atrás de mim
Minha vida se parte em pedacinhos pequenos
O que restou, o que dizer, prá quem ligar, aonde ir?''
Leoni

terça-feira, 16 de junho de 2009

Lua, Luz, Luana.

''Todas essas pequenas rejeições, como elas parecem tão reais para mim
Um aniversário esquecido e eu sou tudo menos uma pessoa
Como esses pequenos abandonos parecem ferir tão facilmente
Tenho 13 anos novamente, eu terei 13 anos para sempre?''
Alanis Morissette - So Unsexy

13 anos para sempre? A doce ''caverninha'' dos 13 anos.
Algumas amigas superficiais. Uma paixão platônica para se distrair. E, pra completar, uma idéia que ainda me assola.
A sensação de ser substituta em tudo. Nunca o primeiro plano.
Jamais o motivo de preocupação e aborrecimento.
Nunca a irresponsável, a errada. De uma maturidade absurda e ridícula. Desnecessária. A problemática que não se revela como tal.
Agora não importa a idade que eu tenho, pois sempre tive a mesma. O que mudaram foram as experiências e o que aprendi com elas. .
E talvez seja essa a minha poesia. Esse conformismo velado...
Essa beleza de não ser a principal, mas a alternativa. Aquela que se procura quando a principal não agrada.
A beleza que se acha nos cantos, no imperceptível.
Porque talvez em mim esteja a esperança. A última esperança. A esperança que se não encontra no brilho ofuscante, mas na calma da luz.

Luana H.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Confissão pequena, (para) um amor grande.

Um tédio enorme da vida. Um tédio disso tudo.
E eu escrevo para não piorar. Aproveito e escrevo para ele.

E eu sinto um tédio enorme quando me dou conta que as coisas não me distraem mais pra eu não pensar tanto em você...
E um tédio maior ainda quando corro os olhos atrás do teu nome online e só vejo os das pessoas de sempre...
Procuro alguém que me distraia com alguma palavra fútil. Inútil, meu amor, totalmente inútil.
Escuto as músicas que lembram você... que lembram a gente. Não que eu realmente precise delas pra lembrar. Qualquer coisa basta. Porque tudo é lembrança. É saudade.
E a tua ausência (pois cada segundo é a eterna ausência)...essa falta que me deixa tonta. Ridícula, meu bem. Ridícula.
Talvez pedir uma promessa de felicidade pra sempre seja um exagero. Podemos não ter esse tempo todo. Ninguém tem.
E aí eu te peço... Você pode me fazer feliz agora?


Luana H.